saiste do teu abismo
deixaste de contemplar a luz divina.
oh prazerosa estrela da manhã
onde resides é onde me perco
onde amas é onde me tenho
celebraste o gozo dos pobres e infelizes
o teu canto os fazem ser nobres e frágeis
revela-te diante dos últimos dias
a tua tolice os condenará
tuas doutrinas são os teus pagamentos
vagaste no mundo
roubaste a fé de quem é irreconhecível.
onde estão as tuas asas?
quão jovem és para voar
desceste em alta velocidade
ensinaste as crianças a prostituição
não cantemos mais as tuas canções
espero-te cair em sono
condenarei os teus afazeres
teus próprios demônios te partirão ao meio.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Meu galardão
mostre-me como sorrir e meus lábios serão teus
pois nada achei
também nada procurei
estarei de pé e aplaudirei os covardes
saciarei de ódio aqueles que temem o amor
pois nada achei
também nada procurei
pois nada achei
também nada procurei
estarei de pé e aplaudirei os covardes
saciarei de ódio aqueles que temem o amor
pois nada achei
também nada procurei
Aurora
e por muito tempo ausente estive
e por muito tempo as flores murcharam
transfigurou-se o belo
amaldiçoou-se a si mesmo.
quantas hierarquias!
quantos prazeres demoníacos!
e por muito tempo as flores murcharam
transfigurou-se o belo
amaldiçoou-se a si mesmo.
quantas hierarquias!
quantos prazeres demoníacos!
Joviais
Hoje canto
Amanhã choro
não repouso-me por alguns dias
mas sim por eternidade
Ao deitar-me levarei-me por entre os becos sem saída
quão formoso és, meu querido exemplar!
julga-me porque sou rosa
mas não entendes que o rosa te define por inteiro
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Amar-te
porque amar-te é um dom
porque amar-te é orquídea.
porque amar-te é singelo,
porque amar-te é nostalgia.
guia-me por entre as águas
soa-me os ventos límpidos.
mas não tira-me a paciência e a virtude.
porque amar-te é a minha loucura.
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