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terça-feira, 17 de abril de 2012

Articulação


Querido, já debrucei-me na janela com dois cigarros na boca, um copão de café na mão e pastilhas fervorosas.  São coisas pelas quais já passei, mas ainda é novidade o que vem de ti. Separei uma beira para os teus livros, a outra é para as minhas descobertas.

sábado, 14 de abril de 2012

Ciências



Amo acidentalmente. Amo por deparar-me com gente suave. Em cada amor há uma exceção, são coisas desnecessárias, vagabundas; o amor não tem de quê. Porque a vida cisma, não temos tempo para aglomerações amorosas. Eu, eu que nada sei sobre o amor, ando paciente, observo as miudezas deste mundo. Pois, não é o amor a impressão mais pura e moderna? Eu cheguei por último, estou abrindo os caixotes.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Meu branco


Conheci um sorriso largo. Subi um degrau. Sinto cheiro de abóbora, os corredores estão alinhados. Os cabelos são ondeados, o queixo é de macho. Quando as línguas se embrulham, os ferros não rasgam. Em meio aos corpos ou nas horas em que necessito de um café, eu cheiro a folhinhas. São registros numerados, são escadas, são banquinhos, são árvores. Nestas coisas há amor, nestas coisas que são feitas de dois.