Eu só me fodo. Em casa, na rua, em qualquer lugar. Tenho quase vinte anos e não quero agradar mais ninguém. Fui um idiota, acreditei em sorrisos; fiz questão de não deixar nenhum dente cair. Hoje sou um espertalhão, hoje eu compro sorrisos. E os vendo para quem não tem dentes.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Um amor de um amigo
PARA OS AMIGOS:
Quando eu me sinto só, eu não me preocupo com o silêncio da escuridão, não.
Nem me retiro como se eu estivesse com medo de algo.
Aliás, o medo me conforta.
Eu só estou à procura de sorrisos. Sorrisos.
Aqueles sorrisos que são do tamanho do mundo.
Amigos, amigos, quantos passos os nossos pés percorreram?
E quantos pecados cometemos? Se amar os amigos é pecado,
então por que ainda me sobra fôlego para viver?
Não sou eu um simples e pobre homem do subúrbio?
Eu não tenho sorte. Eu não tenho nada.
Eu só estou querendo um aperto de mão, amigo.
Porque nossa amizade é esplêndida... como as estrelas...
Como o céu, como o inferno...
E se não houver luz em nós, a gente acende um fósforo.
E talvez estejamos esperando por algumas mudanças, alguns atos.
Mas, honestamente, quero sempre ter o teu conforto
Em meus dias de loucura.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ao sábio, com carinho...
Para Leandro Ribeiro Calixto
Em meio a tantos problemas relacionados a amizades, a amores, a poéticas, enfim, a vida, eu sei muito bem selecionar aqueles que farão parte de mim! Eu convivo com uma pessoa que demonstra-me afeto em todo o seu relacionamento amigável. E que não faz questão de julgar-me mesmo eu estando errado, mesmo eu tendo uma cabeça tão dura e bobinha, um coração tão pequenininho e frágil, inocente, cauteloso. E sinceramente, sinto-me feliz ao mencionar-lhe em minha vida. A amizade floresce em 1998/1999 e constrói um mundo totalmente diferente do que eu vivia dentro de mim. Um mundo imaginário, rebelde, violento. Um mundo minúsculo para dois amigos aventureiros. Até onde nos levaria esse mundo? E até quando?
Tenho tudo em memória: nossos gostos, nossas crenças, nossos medos, nossas vaidades, nossas expressões e até mesmo a nossa feíura em relação aos nossos objetivos. Lembra-se de quando nos balançávamos naquela rede? Nos elevávamos para ter a certeza de que a nossa amizade seria composta dos mais altos tons. Contudo, estávamos de volta ao mundo inferior quando aquela mesma redinha desabava no chão. E voltávamos a sonhar... Que queda!
Revelo-te o meu maior amor por um amigo. Revelo-te quem sou. Revelo-te o mundo e suas malícias, suas maldades e suas falsas esperanças. Mas, temos que nos comprometer a algo, não é mesmo? Quero-te ao meu lado eternamente, sem dizer-te que estou muito velho e cansado para enxergar-te como um amigo.
Com amor,
Wandeilson.
domingo, 29 de maio de 2011
Seres vão, momentos ficam...
É engraçado como a vida insiste em nos (ME) pegar de surpresa, não é? Um dia atrás eu tinha postado as minhas confissões sobre os meus amigos, as minhas amizades em geral e hoje mesmo acabo de perder mais 1 ex-amigo/conhecido. Mas tudo bem. Esse amigo não era tão importante assim. Posso chamá-lo de um simples conhecido. Essas coisas desmoronam rapidamente na minha cabeça. E doem. Mas não são dores sentimentais. Eu denomino "dores concessivas". Tudo bem, então. Não irei prostrar-me diante de pessoas artificiais, especializadas em "ingenuidade forçada".
sábado, 28 de maio de 2011
São fases, só isso! Apenas fases!
Fazer amizades é muito fácil. O difícil é compreendê-las. Eu que sou bobo por criar um mundo totalmente diferente do que eu vivo em minhas rotinas. Um mundo quase "amigável". Sinistramente, eu gostaria de viver só, sem importar-me com os outros, sem dirigir-me a qualquer pessoa com a intenção de fazê-la minha amiga, torná-la parte de mim. Tenho um coração útil para certos tipos de coisas, mas isso é apenas o que ganho de brinde no final de tudo: ilusões, indagações injustas, pensamentos conturbados. Tudo isso em relação ao meu ser, ao que digo (ao que deixo de dizer), ao que faço (ao que deixo de fazer), e por aí vai.
Dos trilhões de amigos que tenho, são 4 (no máximo 5!), que fazem parte de um bom rebanho. Incrível, não?! Justo? Sim! Amigo não é aquele que você conhece em um dia, troca algumas palavras, apertos de mão e saí por aí desfrutando de momentos agradáveis (não sei se momentos agradáveis seriam ocasiões certas). Pois é, não é! Amigo é aquele que te entende, aquele que te faz sentir um bom alívio no peito, o que te dirige a palavra oferecida com sentimentos de carinho, justiça e principalmente amor. Aí é quando você me diz: "Espera aí! Você nos diz que não acredita no amor e como pode mencioná-lo principalmente nas SUAS amizades?". Eu não acredito no amor carnal, o amor que se faz entre duas pessoas, o amor que destrói os corações dos seres não-compatíveis com essa "doença". O amor de uma amizade é totalmente diferente. Você sofre, sim. Porque nessa vida a gente sofre com tudo, não é?
"You're here till the end
You pull me aside when somethin ain't right
Talk with me now and into the night
Till it's alright again"
Sei que me falta muita sorte. E muito aprendizado também. Eu gostaria de tirar um dia para convencer a mim mesmo de que isso tudo não passa de uma fase boba, não boa. E convencer-me de que estou sendo exagerado ao maldizer os amigos, a amizade. Provavelmente, eu estaria feliz. Mas em meus eternos dias de solidão. Um amigo, dois amigos, três amigos... ai! Isso tudo torna-me cansativo. Eu mal entendo o mundo e quanto mais o que se faz a partir dele, o que se tem a partir dele! Apenas quero a minha felicidade de volta, os sorrisos que deixei sepultados em alguma parte da natureza, os rostos que desfiz com linhas mortas de expressões, a bondade que ainda falta-me quando estou só.
Quero ter amigos, sim. Amigos, não amiguinhos, não gentinhas podres e secas de sentimentos. Quero compreendê-los da mesma forma que espero que compreendam-me. E quero educá-los, modificá-los, naturalizá-los.
Certo dia, uma "amiga" minha disse-me indiretamente: "Não gosto quando meus amigos brigam!". Isso deixou-me em desespero, pois vivo em um grupo de 3 "amigos" e estou sem falar com 2 deles. O motivo? Adjetivos que os próprios atribuíram a mim: egoísta, infantil, sagaz, etc. Então, procuro poupar-me de certos momentos em que me vêem como o próprio demônio.
"You and I
can share the silence
finding comfort together
the way old friends do
and after fights
and words of violence
we make up with each other
the way old friends do
times of joy
and times of sorrow
we will always see it through
oh I don't care
what comes tomorrow
we can face it together
the way old friends do''
Enfim, trago-te flores, amigo. Para que assim, o seu perfume inale as tuas maldades, os teus julgamentos. E espero-te, pacientemente. Espero-te correr até mim. Dá-me um abraço, dá-me o que eu ainda não tenho de ti. E só assim iremos encontrar conforto em todos os nossos atos. Só assim dançaremos de mão dadas as canções da vida.
Até breve,
amigo(s).
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